Categoria: Notas e Informes

Formulário de inscrição do TdR 001/2026 que visa a contratação de assessoria técnica de projetos para a UNIVAJA, apresenta instabilidade. UNIVAJA orienta como prosseguir :

Atenção, candidatos(as)! A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari, informa que o formulário de inscrição do TdR 001/2026 – que visa a contratação de Assessoria Técnica de Projetos pode apresentar instabilidade. Caso você tenha tentado enviar sua inscrição e encontrado erro, orientamos que registre o ocorrido (print da tela), reúna seu currículo e demais documentos e encaminhe tudo para o e-mail: escritoriodeprojetos@univaja.org. Seguimos trabalhando para garantir que todos e todas consigam participar do processo de forma adequada.    

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UNIVAJA contrata assessoria técnica de projetos.

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari/ UNIVAJA, torna público o Termo de Referência 001/2026 a fim de contratar empresa de prestação de serviços na área de elaboração, monitoramento e relato de projeto com atividades em Atalaia do Norte/AM as orientações relativas à contratação estão descritas no TdR 001/2026 e trazemos breve síntese: Período de envio de formulário preenchido com currículo: 16 a 24/04/2026 por meio do formulário disponível aqui: https://forms.gle/qyrJ2kiwbiCBHh8g8 Etapas: 1) Análise de Currículo e formulário preenchido; 2) Entrevista online conduzida por Comitê de Seleção Email para envio: escritoriodeprojetos@univaja.org Para mais informações: Acesse o TdR 001/2026 clicando aqui : TdR00126 – Assessoria Projetos Univaja

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UNIVAJA anuncia os resultados oficiais da Assembleia Geral Ordinária

Nova chapa eleita tomará posse no dia 01 de abril sob coordenação de Jaime Mayuruna.   Durante os dias 25 a 27 de março de 2026 a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) realizou no Centro de Treinamento do Quixito, na Terra Indígena do Vale do Javari, a Assembleia Geral Ordinária eletiva dos povos que compõem a associação. Durante estes três dias os parentes do Vale do Javari realizaram debates intensos sobre todos os temas relevantes para os povos desta que é a segunda maior terra indígena do país. A Assembleia contou com a presença de cerca de 200 pessoas, – entre representantes dos povos, observadores e convidados. Nos dois primeiros dias (25 e 26/03) do evento foram apresentadas a prestação de contas da UNIVAJA, projetos e realizações da administração 2023 – 2026 e, também foram abertos espaços para questionamentos e todo tipo de manifestação por parte dos indígenas que tiveram oportunidade para demonstrar quais são seus desejos para o futuro da terra que habitam conforme as particularidades de cada um. No último dia do evento (27/03) foram realizadas pela manhã as votações para eleição de Conselho Deliberativo, Conselho fiscal e pela parte da tarde foi realizado o pleito da nova coordenação da instituição que comandará os trabalhos de 2026 a 2029. A eleição da nova coordenação contou com os votos de 10 delegados de cada povo, conforme determinado pelo estatuto da UNIVAJA. Foram apresentadas duas chapas, sendo a Chapa 1: Jaime da Silva Mayuruna – coordenador, Rosanete Reis Marubo – vice-coordenadora e Pixi Kata Matis – secretário Carlos Silva Mayuruna – tesoureiro e a Chapa 2 com Manoel Barbosa da Silva Marubo, coordenador, Feliciana Rodrigues Kanamari, vice-coordenador e Ana Paula Kanamary, secretária. A Chapa 1 foi a vencedora com 42 votos do total de 66 dos delegados que representam os povos do Vale do Javari. E, após alguns dias para transferência de informações sobre a governança e administração da UNIVAJA, a chapa de Jaime Mayuruna tomará posse na sede da instituição neste dia 01 de abril. O evento  contou com a presença de convidados e observadores externos de diversas instituições: Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Helena Ladeira – Coordenadora do Programa Javari, Janekelly D’avila – Coordenadora local do Programa Javari e Lionel Rossini – Cineasta, consultor audiovisual; Fundação Nia Tero com Nara Baré – Diretora da Nia Tero no Brasil, Luana Lila Orlandi Polinesio – comunicação e Kamikia Kisedje  –  Fotógrafo e Cinesta; Rainforest Foundantion, Patrícia Faraco Benthien; Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Ceane Andrade Simões – Secretária Regional Norte 1, Sindicato Nacional de docentes da Educação Superior (ANDES – SN); Universidade Federal do Pará (UFPA), Gilberto de Souza Marques – Coordenador do Fórum Amazônia por Verdade, Justiça e Reparação; Articulação das Organizações e Povos Indígenas do Amazonas (APIAM), Mariazinha Baré – Coordenadora, Joede Sateré Mawé- Tesoureiro, Valdeniza Vasques Silva – Jornalista; Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Auzerina de Melo Duarte, Macuxi – Advogada; Wanen Kanamari – Técnica Administrativa do Setor Isolados e de Recente Contato; Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Sirley do Nascimento – equipe Javari e Almério Alves Wadick – equipe Javari;  Elias Biggio do Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI); Mulheres Indígenas do Amazonas na Rede de Atuação Makira E’ta, Maria do Socorro Elias Gamenha Baniwa, União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira (UMIAB), Marinete Tukano –  Coordenadora-Geral;  Conselho Indígena de Roraima (CIR), Paulo Ricardo Macuxi – Tuxaua e Josimara Baré – Fundo Indígena Rutî; Distrito Sanitário Especial Indígena Vale do Javari, Adelson da Silva Saldanha – Kora Kanamari, Coordenador do DSEI, Pré – Candidato para Deputado Federal, Marcos Apurinã – Partido Rede Sustentabilidade; e Vanda Witoto, também pré-candidata a deputada federal. Durante a assembleia também foi realizada uma homenagem ao falecido indigenista e antropólogo Clayton de Souza Rodrigues, que veio a óbito por AVC, enquanto exercia suas funções na comunidade de São Sebastião, na região Curuça no fim do ano passado.   CT Quixito Terra Indígena do Vale do Javari 27 de março de 2026 UNIVAJA

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Mutirão da Defensoria Pública e Univaja atende mais de 300 indígenas em Atalaia do Norte

Mutirão reúne diferentes etnias e revela demandas históricas por documentação, previdência e pensão alimentícia e amplia acesso ao direitos e à justiça para os povos do Vale do Javari Uma ação desenhada pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) em parceria com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) realizou entre os dias 7, 8 e 9 de março um mutirão na sede da entidade, em Atalaia do Norte, para atender indígenas de diversas etnias, como Kanamari, Marubo, Mayuruna Matsés, Kulina e Matis. Embora inicialmente planejada para atender indígenas em contexto urbano, a mobilização ganhou outra dimensão. Diante da alta demanda e da dificuldade de acesso a serviços públicos, famílias inteiras percorreram longas distâncias para chegar até a cidade. Algumas comunidades enfrentaram até três dias de viagem de rabeta (pequena embarcação movida a motor)  para receber atendimento jurídico gratuito. Entre as principais demandas, questões relacionadas a registros e documentação civil se destacaram. Mas também houve quem buscasse resolver conflitos familiares, como a jovem Sônia Mayuruna, de 21 anos, que procurou a Defensoria em busca de pensão alimentícia para o filho de sete meses.  Sônia conta que o pai da criança deixou a família logo após o nascimento do bebê. A esperança surgiu quando ela recebeu, pelo celular, um vídeo informando sobre a presença da Defensoria na cidade entre os dias 7 e 9 de março. “Eu não sabia que tinha esse direito, mas chegou pra mim o aviso através das lideranças de que a Defensoria também ia resolver questão de alimentos para crianças. Foi quando eu fui procurar saber o que era”, relatou.         O atendimento foi feito pelo defensor público Vinicius Mariani. Mesmo com certa timidez, Sônia conseguiu responder às perguntas necessárias para identificar o pai da criança. Durante a conversa, o defensor explicou que a pensão alimentícia pode assumir diferentes formas. “Mesmo que ele não tenha renda fixa, se trabalhar no campo, por exemplo, a pensão pode ser paga em dinheiro ou até in natura, com alimentos que ele produza”, explicou. O Defensor Público Geral do Amazonas, Rafael Barbosa, afirmou que a ação representa mais um passo na aproximação da instituição com os povos indígenas. “Desde 2024, quando a Defensoria criou o Núcleo Especializado em Proteção e Defesa dos Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais (Nudcit), temos buscado estar nas comunidades, ir até as aldeias, porque muitas vezes essas populações sequer sabem que têm direitos. O trabalho da Defensoria hoje é encontrar esse caminho para que essas pessoas tenham segurança, confiem na instituição e possam reivindicar seus direitos agora e no futuro”, disse. Para ele, iniciativas como essa também ajudam a reparar um histórico de ausência do Estado brasileiro junto aos povos indígenas. A coordenadora do Nudcit, defensora pública Daniele Fernandes, explica que a presença de indígenas vindos de comunidades distantes revela o tamanho da demanda reprimida por serviços jurídicos na região. “Nosso objetivo é nos aproximar ainda mais dos povos indígenas. A partir desta ação, vamos programar outras atividades também dentro das terras indígenas. Nós já realizamos algumas ações, temos a expertise e protocolo de realizar os atendimentos respeitando toda cultura e tradicionalidade dos povos”, afirmou. Segundo ela, as demandas mais recorrentes envolvem retificação de registro civil, registro de nascimento tardio e questões previdenciárias, que posteriormente são encaminhadas à Defensoria Pública da União. Para o vice-coordenador da Univaja, Varney Kanamary, a parceria com a Defensoria representa um avanço importante no acesso à justiça para os povos da região. “Nossa organização representa sete povos diferentes. Essa parceria é muito importante e acontece pela primeira vez. A maior dificuldade hoje é garantir que nossos parentes tenham acesso à justiça, principalmente por causa das grandes distâncias. E quando chegam à cidade, muitas vezes ainda enfrentam racismo ou não conseguem atendimento por falta de protocolos específicos para povos indígenas nos órgãos públicos”, afirmou. A ação contou com tradutores de diversas línguas. Representante do povo Mayuruna, Maurício Mayuruna ajudou a organizar a ida de moradores de três comunidades diferentes até a cidade. Ele reuniu três canoas e trouxe mais de 15 pessoas que precisavam de atendimento jurídico e ajudou na tradução. Segundo ele, problemas em registros civis são frequentes. “O cartório erra muito o nome do pai, das crianças ou da mãe em nossos documentos. Depois isso gera muita dificuldade. Por isso precisamos de mais ações como essa, mas também dentro das aldeias”, pediu. Mutirão e Cartilha sobre os Direitos das Mulheres Indígenas Foram oferecidos atendimentos nas áreas de Família — como pensão alimentícia, execução de alimentos, guarda, reconhecimento de paternidade, declaração de união estável e divórcio —, além de demandas previdenciárias, como salário-maternidade, pensão por morte, auxílio por incapacidade, aposentadoria e Benefício de Prestação Continuada (BPC). Durante o evento também foram entregues cartilhas explicativas sobre os Direitos das Mulheres Indígenas, com informações sobre como elas podem se defender em casos de violência doméstica e misogênia. Também são realizados atendimentos cíveis e de registros públicos, incluindo retificação de certidões, emissão de segunda via de documentos, inclusão da etnia no registro civil e registros tardios de nascimento e óbito, além de orientações na área criminal. Parcerias A ação também contpu com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que atua como parceira na iniciativa, auxiliando a Defensoria Pública tanto nos atendimentos quanto na logística da ação. A presença da Funai tem sido fundamental para facilitar o diálogo com as diferentes etnias, orientar os indígenas durante os atendimentos e apoiar a organização da estrutura que permite que os serviços cheguem de forma mais eficiente aos povos do Vale do Javari. Retificação de registros públicos, como registro de nascimento tardio, e ações da área de Família, como pensão alimentícia e reconhecimento de paternidade, foram as principais demandas da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) durante o mutirão realizado em Atalaia do Norte (a 1.138 quilômetros de Manaus). A ação em parceria com a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) aconteceu entre os dias 7 e 9 de março, na sede da organização

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Convocação – Assembleia Geral Ordinária no CT Quixito

O Coordenador Executivo da UNIÃO DOS POVOS INDÍGENAS DO VALE DO JAVARI – UNIVAJA, no uso de suas atribuições estatutárias conferidas pelos Artigos 11, 12 e 15, inciso I, do Estatuto Social, CONVOCA todos os povos indígenas do Vale do Javari, bem como as organizações de sua base política, para a Assembleia Geral Ordinária, a realizar-se nos termos abaixo: LOCAL E DATA Data: 25 a 27 de março de 2026. Local: Centro de Treinamento Quixito  – TIVJ, Atalaia do Norte/AM. Horário de Início: 08h00 (horário local). ORDEM DO DIA A Assembleia terá como tema central Raízes Firmes, Caminhos Abertos e deliberará sobre a seguinte pauta: Assuntos Gerais: Inclusão ou exclusão de associações da base política e demais temas de interesse coletivo; Diálogo Territorial: Análise da proteção do território, povos isolados e definição da visão de futuro 2026–2030; Prestação de Contas: Relatórios de atividades e balanços financeiros do triênio 2023–2026. Processo Eleitoral: Eleição da Coordenação Executiva, Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal para o próximo mandato; QUÓRUM E VOTAÇÃO Terão direito a voz e voto 10 (dez) delegados indicados por cada povo, totalizando 60 (sessenta) delegados eleitores. A escolha dos delegados poderá ser realizada na abertura dos trabalhos, com liberdade de indicação por cada povo. As decisões serão tomadas por maioria simples (50% + 1), exigindo-se a representação mínima de 05 (cinco) povos indígenas do Vale do Javari. O evento é aberto a todos os indígenas do Vale do Javari, que terão direito a voz mediante inscrição, conforme as normas regimentais. DISPOSIÇÕES GERAIS O presente edital será publicado nos meios de comunicação oficiais da UNIVAJA, respeitando o interstício mínimo de 45 dias da data de realização. A equipe jurídica da UNIVAJA atuará como consultoria e auxílio técnico durante todo o processo. Atalaia do Norte – AM, 06 de fevereiro de 2026. COORDENAÇÃO EXECUTIVA DA UNIVAJA UNIVAJA_editaldaassembleia_2026_v

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NOTA – Desaforamento Caso Bruno e Dom

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) considera extremamente positivo o desaforamento do julgamento do caso Bruno e Dom de Tabatinga para a capital Manaus. Anunciada nesta quarta-feira (04/02), a decisão atende a pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF) que foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) e vai ao encontro dos ideais de imparcialidade necessários para o julgamento. A mudança de local também afere a uma melhor formação do júri e da segurança de todos que estão envolvidos neste processo. Assim como, de uma estrutura mais adequada para atender o complexo cenário que envolve este julgamento cuja data ainda será marcada. O assassinato de Bruno e Dom, em 5 de junho de 2022, foi um grave fato que se soma a questões históricas de tensão política e de violência na região amazônica. A UNIVAJA, assim como a sociedade brasileira e internacional, acreditam na justiça e creem que neste processo o devido esclarecimento dos fatos é de suma importância para que o Estado brasileiro amplie e demonstre um compromisso mais concreto com a proteção da floresta e de todos os que vivem nela. Atalaia do Norte 05 de fevereiro de 2026

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UNIVAJA e peticionários conquistam prorrogação da Mesa de Trabalho Conjunta sobre medida cautelar do Caso Bruno e Dom

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA), junto com os demais peticionários conquistaram uma decisão importante diante da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) em favor da prorrogação da Mesa de Trabalho 449 (MC – 449- 22), referente ao caso Bruno e Dom, até 03 de julho de 2026. A prorrogação do Plano de Ação foi objeto de acordo entre Estado e representantes das referidas medidas cautelares, o qual foi transmitido à CIDH em 10 de dezembro de 2025.  Esta demanda partiu do coletivo de entidades da sociedade civil na busca pela garantia efetiva de direitos dos defensores da floresta e das comunidades indígenas do Vale do Javari diante de um plano de ação que contempla três objetivos principais: (I) contribuir para o cumprimento integral da Medida Cautelar MC-449-22; (II) assegurar um espaço coordenado de articulação e complementaridade entre os âmbitos nacional e internacional (CIDH); e (III) garantir a participação direta das pessoas beneficiárias e seus representantes. Após o grave assassinato de Bruno e Dom, em 5 de junho de 2022, a Mesa de Trabalho Conjunta foi aprovada pela Resolução de Monitoramento (No. 76/23), e instalada no dia 11 de dezembro de 2023 tendo como finalidades a adoção de medidas de memória e reparação simbólica, o fortalecimento e a plena execução do Plano de Proteção Territorial do Vale do Javari, bem como a consolidação de medidas estruturais de não repetição. Portanto, a prorrogação de sua vigência é elementar para o avanço na implementação integral dos compromissos assumidos nos distintos eixos e Núcleos Temáticos da Mesa. A UNIVAJA solicitou junto com os peticionários esta prorrogação pois há elementos que comprovam que ainda existem muitos desafios a serem superados neste caso, em especial relativos à segurança e medidas de proteção individuais de proteção no território por parte do Estado, à transparência das investigações sobre o caso, e a participação das organizações envolvidas nas decisões. Em agosto do ano passado foi realizada uma visita ao território coordenada pelo Conselho Deliberativo do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (CONDEL/PPDDH), na qual estiveram presentes todos os representantes tanto civis como do Estado, e foram realizadas uma escuta qualificada dos beneficiários e também uma Mesa de Trabalho Conjunta, que teve como objetivo avaliar a implementação das medidas previstas no Plano de Ação, reforçar o compromisso das partes com a missão da Mesa e repactuar responsabilidades. A UNIVAJA reconhece que nestes últimos dois anos existiram alguns avanços no processo, mas segue ainda cobrando e indicando que são insuficientes para afastar a preocupação crescente com a persistência de padrões de impunidade na região. Padrões que refletem um cenário histórico de ameaças e violência marcados pelas mortes de tantos outros ativistas de direitos humanos, que colocam o Brasil na segunda posição no triste ranking de país onde mais se matam ativistas de direitos humanos no planeta. Portanto, seguimos solicitando ao Estado singular atenção a este caso com realizações efetivas na garantia da não repetição, em especial nos territórios marcados pela atuação de grupos armados, economias ilícitas e histórica vulnerabilização dos povos indígenas.   As organizações que acompanham o caso na CIDH são: ARTIGO 19 Brasil e América do Sul, Instituto Vladimir Herzog, Repórteres Sem Fronteiras (RSF), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Instituto TORNAVOZ, Instituto Dom Philips, Washington Brazil Office (WBO), União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) e Observatório dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (Opi). UNIVAJA Atalia do Norte Jan/2026

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Declaração de Luto Oficial

É com o coração em cinzas e a dor atroz de quem perde um irmão de caminhada que a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) se dirige aos seus povos, colaboradores, parceiros e a toda a sociedade para anunciar o nosso luto mais profundo pela perda de nosso amigo e parceiro Clayton de Souza Rodrigues. O luto que sentimos hoje não é apenas profissional, mas humano, pois perdemos um familiar de espírito livre, assim como todos os espíritos livres que dedicam parte de sua existência terrena ao cuidado com a nossa gente. O espírito livre de Clayton foi um protetor de nossa luta e dedicou anos de sua existência à causa indígena. O seu legado de ética, paixão e dedicação está gravado em cada vitória que alcançamos e em cada semente de esperança que plantamos juntos. Em homenagem a essa memória gigantesca e em sinal de respeito ao seu inestimável trabalho, a UNIVAJA DECRETA LUTO OFICIAL DE TRÊS DIAS, a partir desta data, período em que todas as nossas atividades festivas e cerimoniais estarão suspensas. Unimo-nos em pensamento e dor à família de Clayton de Souza Rodrigues e aos companheiros aguerridos do Centro de Trabalho Indigenista (CTI). Que a força de nossa floresta acolha a sua alma e que a nossa determinação em proteger o Vale do Javari seja a prova viva de que a sua luta não foi em vão. Clayton, seu nome será lembrado com a gratidão e a reverência dos Povos indígenas do Javari. Que a terra lhe tenha sido leve, companheiro, gratidão. Atenciosamente,   UNIVAJA Atalaia do Norte 5 de dezembro de 2025

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UNIVAJA contrata empresa para área de Educação Indígena

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari/ UNIVAJA, torna público o Termo de Referência 002/2025 para contratar empresa de prestação de serviços na área de educação indígena. As orientações relativas à contratação estão descritas no TdR 002/2025 e trazemos breve síntese: Período de envio de Currículo e Proposta: 28/11 a 05/12/2025 Email para envio: univajavj@univaja.org Para mais informações: TdR_022025_Consultoria Educação_VF

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UNIVAJA marca presença histórica na COP30 e reforça defesa dos povos do Vale do Javari

A União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (UNIVAJA) teve uma participação marcante na 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém do Pará — a primeira COP sediada na Amazônia. Com uma comitiva de 16 representantes, a organização levou as vozes e as demandas dos povos do Vale do Javari a diversos espaços do evento, lutando para inserir temas essenciais na agenda climática global. Com mais de 900 representantes indígenas credenciados, esta foi a COP com maior presença de povos originários na história. A forte participação da sociedade civil e de lideranças indígenas de todas as regiões do mundo marcou o tom político da conferência, reforçando a urgência de ações efetivas diante da crise climática.      Articulação política e defesa dos territórios A equipe da UNIVAJA participou de debates, mesas, painéis e atividades nas áreas Azul, Verde e em eventos paralelos promovidos por toda a cidade. A organização reforçou alianças estratégicas, estabeleceu novos contatos e levou para os espaços formais e informais da COP a pauta urgente da proteção do Vale do Javari — uma das áreas mais preservadas da Amazônia — e a defesa dos Povos Indígenas em Isolamento e de Recente Contato. “Foi muito importante a participação da UNIVAJA na COP30 junto com nossas equipes técnicas. Apresentamos o trabalho da Equipe de Vigilância (EVU), conversamos com parceiros fundamentais como Rainforest e Niatero, buscamos novos financiamentos e reivindicamos que os recursos cheguem de forma direta às nossas comunidades”, destacou Bushe Matis, coordenador da UNIVAJA. As reuniões incluíram diálogos com representantes da Alemanha, da Caixa Econômica Federal e de outros financiadores internacionais. A UNIVAJA também apresentou uma proposta de inovação para facilitar processos bancários nas aldeias. A Caixa anunciou o projeto piloto inédito no mundo, que está desenvolvendo, – a partir da demanda dos povos do Javari – com ferramentas específicas para atender povos indígenas em sua própria língua, reduzindo entraves burocráticos que historicamente dificultam o acesso a serviços básicos.   Lideranças do Vale do Javari destacam importância da vigilância territorial A UNIVAJA apresentou em dois importantes espaços — o Museu Emílio Goeldi e a Aldeia COP — o trabalho da Equipe de Vigilância da UNIVAJA (EVU), reconhecido internacionalmente com o Prêmio Equatorial do PNUD em 2024, um modelo de vigilância territorial liderado pelos próprios indígenas foi exaltado como exemplo eficaz de proteção florestal e de defesa dos direitos dos povos isolados. A palestra foi realizada em parceria com as organizações ORPIO e PIACI do Peru. O tema dos povos em isolamento também foi levado por Bushe Matis e Beto Marubo às reuniões do Caucus Indígena Global, que resultaram na entrega de um documento oficial à ONU. O primeiro ponto do documento cobra: “Reconhecimento e proteção de todos os territórios indígenas, essencialmente aqueles com presença de Povos Indígenas em Isolamento e de Recente Contato (PIIRC), como política e ação climática.” A UNIVAJA também realizou conversas importantes com povos do Peru e da Colômbia para ampliar a parceria na proteção e criação de legislações que garantam a efetividade na defesa dos corredores transfronteiriços. Foram feitas participações em painéis no Pavilhão da Rainforest Foundantion e da Colômbia, zona azul, e um encontro especial com a Comissão Transfronteiriça, junto a Francisco Piyãko e Wewito Piyãko lideranças do povo Ashaninka. O tema do acesso à justiça, direitos e a defesa dos guardiões da floresta também foram destaque com participações de Beto Marubo em painéis da Defensoria Pública da União (DPU) e da organização Fogo Cruzado do Rio de Janeiro, na zona verde.  A comitiva também esteve presente no evento Mulheres pela Terra – Women for Earth and Climate – Honrando a Sabedoria das Mulheres Indígenas da Nia Tero na Casa Maraká.               A equipe participou da Marcha pelo Clima que aconteceu em 15 de novembro, reunindo milhares de pessoas para reivindicar ações climáticas urgentes e justiça socioambiental durante a COP30. Organizada pela Cúpula dos Povos, a manifestação percorreu cerca de 4,5 km do Mercado de São Brás até a Aldeia Amazônica, com participação de ativistas, movimentos sociais e indígenas de diversas partes do mundo. Apesar de avanços pontuais, o texto final do Mutirão Global pelo Clima foi criticado por não reconhecer explicitamente a centralidade dos direitos territoriais e o papel fundamental dos povos indígenas na mitigação e adaptação às mudanças climáticas.   Demandas internacionais: recursos diretos e respeito aos territórios Em reunião com a presidência da COP e da UNFCCC, a UNIVAJA junto a lideranças indígenas da África, Ásia, Rússia, Canadá e América Latina reforçaram mensagens comuns: é preciso garantir acesso direto aos financiamentos climáticos, pois, hoje, menos de 1% desses recursos chega diretamente aos povos indígenas — um exemplo claro de exclusão estrutural; nenhuma atividade extrativa, incluindo mecanismos de mercado de carbono, deve violar territórios indígenas  e o reconhecimento das mulheres indígenas no papel central da recuperação de rios, sementes e ecossistemas. Foi incluída a proposta da criação de um Observatório Indígena para a América Latina e Caribe, capaz de orientar políticas climáticas e de investimentos, e de um Fundo de Perdas e Danos deve estabelecer uma política independente e adequada às realidades indígenas, garantindo acesso direto, desburocratizado e respeitoso.       As lideranças enfatizaram que essas reivindicações não representam privilégios, mas: “O mínimo necessário para corrigir questões estruturais históricas e garantir a sobrevivência dos povos e dos territórios vivos.” A presença do Javari ecoa no mundo A participação da UNIVAJA na COP30 foi simbólica e histórica. Pela primeira vez, uma comitiva do Vale do Javari ocupou formalmente os espaços de decisão global, levando ao mundo a realidade de uma das terras indígenas mais ameaçadas do planeta. “Estamos aqui dizendo que queremos nosso espaço. As vozes do Javari estão ecoando. Pedimos que os países assumam sua responsabilidade — que não invistam em garimpo, caça ilegal ou tráfico. Defendemos nossas terras, muitas vezes arriscando a vida, e exigimos reciprocidade e respeito”, diz Bushe Matis.     A COP30 marcou também a afirmação de que as melhores soluções climáticas

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