Atividades realizadas pela UNIVAJA na frente de Proteção Territorial e Trabalho e Renda

O nome MAI foi dado por Iraci Marubo, falecida em 2021, da aldeia São Sebastião, uma das primeiras mulheres a deixar seus artesanatos na sede da UNIVAJA para a venda. O nome refere-se à terra e ao útero das mulheres, conforme Silvana Marubo, uma das coordenadoras de base. A logo contém uma mulher matsés ornamentada com grafismos e adornos de todos os povos do Vale do Javari.

Organização fundada em 2019 com o objetivo de fortalecimento do artesanato e da agricultura das mulheres indígenas do Vale do Javari, visando o atendimento de suas demandas. Hoje, uma das principais é o acesso das mulheres às políticas públicas de educação e saúde. 

A MAI representa cerca de 230 mulheres, e é composta por um conjunto de coordenadoras de base e conselheiras. Sao elas: Silvana Marubo, Solange Marubo, Deliana Kanamari, Tumë Matis, Marina Matsés, Nely Marubo, Patrícia Matsés, Marli Kulina, Gabriela Marubo

As conselheiras são as mais velhas e influentes de cada povo, como Fátima Marubo, Altina Marubo, Maria Anita Marubo, Verônica Matsés, Sandra Matsés, Alcina Matsés, Wasa Matsés, Tupa Matis, Coca Matis, Patrícia Matis, Elaida Kanamari, Marli Kulina, Feliciana Kanamari e Lucia Kanamari.

As artesãs trazem suas produções para Atalaia do Norte/AM, a MAI etiqueta cada peça e, uma vez que ocorre a venda, as coordenadoras de base entregam o devido pagamento às artesãs.

Um dos objetivos futuros da MAI é ter uma “Casa das Mulheres” em Atalaia do Norte/AM para armazenar a produção das artesãs. A MAI já realizou algumas atividades em parceria com a Tucum (setembro/2021, junho/2022, novembro/2022) visando precificar os artefatos, discutir a autonomia, o trabalho coletivo, e o papel das representantes mulheres. Em dezembro de 2022, com apoio da Coordenação Regional da FUNAI, a MAI realizou um intercâmbio com mulheres Tikuna do rio Solimões.

Entre em contato e siga a MAI : [email protected]

A Equipe de Vigilância da UNIVAJA (EVU) foi fundada em 2020 por nós, indígenas do Vale do Javari, diante de uma antiga demanda de nossas comunidades em prol da vigilância territorial. Nos sentimos prejudicados e ameaçados com os índices de invasores no território. O objetivo da EVU é cuidar do território, evitando que os invasores ingressem na Terra Indígena e extraiam os recursos naturais, como caça e pesca, que servem para a nossa alimentação.

Atividades realizadas: I Missão da EVU nos rios Ituí e Negro (outubro, 2021). Nessa ocasião, fotografamos os vestígios de invasores, enumeramos os lagos onde encontramos resquícios da presença dos invasores, mapeamos coordenadas geográficas desses locais. 

Desde então, realizamos cerca de 15 missões, com duração aproximada de 30 dias cada uma, nos rios Itaquaí, Branco, médio Javari e Pardo; I Intercâmbio com os Guardiões da Floresta na Terra Indígena Arariboia, Maranhão (agosto, 2022).

No futuro, pretendemos abranger outros rios do nosso território, reforçar o treinamento de uso de tecnologias e técnicas de monitoramento.

Cooperativa fundada em março de 2021 sob a coordenação de Kora Kanamari, com o objetivo de fortalecimento do povo Kanamari a partir da ocupação e preservação territorial. Casa de manejo de pirarucu da aldeia São Luis, localizada no médio rio Javari, onde um grupo de 30 Kanamari se alternam em escalas quinzenais para permanências na casa de vigilância.

Atividades realizadas: Primeira pesca do manejo (novembro, 2022); I Reunião com lideranças do Peru na aldeia São Luis (março, 2022); II Reunião com lideranças do Peru na aldeia São Luis (dezembro, 2022)

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